Mas Portugal é assim. O que é de fora é sempre melhor. É o Carnaval, que é, cada vez mais, uma imitação foleira do que se faz nas terras do samba em detrimento do nosso próprio carnaval e respectivas tradições, é o Halloween (um dia ainda me hão-de explicar qual é a piada disto), são as séries televisivas (alguém vê o Liberdade 21, na RTP? Vejam, por favor), são os talk-shows (lembro-me vagamente do Boca-a-boca, com o Carlos Moura, uma terrível imitação do Conan O'Brien e Jay Leno). Mas porquê? Recordo com saudade os tempos do Duarte e Companhia, do Vamos ao Circo, do carnaval onde as máscaras eram bem mais importantes do que o samba ou carros alegóricos, até mesmo os tempos em que o campeonato português de futebol era composto por portugueses.
E agora é o acordo ortográfico, que segundo consta vai entrar em vigor já no primeiro semestre do ano. Modernices...